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domingo, 13 de julho de 2014

Sentai-vos aqui, enquanto eu vou ali orar. (Mt 26.36.)


É uma experiência difícil ser conservado no fundo da cena numa
hora de crise. No jardim do Getsêmani, oito dos onze discípulos foram
deixados sem fazer nada. Jesus foi adiante orar; Pedro, Tiago e João
foram junto para velar; os demais ficaram sentados na retaguarda, à
espera. Penso comigo que aquele grupo na retaguarda se queixou.
Estavam no jardim, só isto. Eram como quem está num jardim
mas não pode ajudar no cultivo de suas flores. Era um tempo de crise, um
tempo de tempestade e angústia; mas não lhes era permitido cooperar
em nada.
Nós já temos passado por essa experiência de desapontamento.
Surgiu, quem sabe, uma grande oportunidade para servir a Cristo. Alguns
foram mandados para a frente da batalha; alguns foram mandados para o
meio. Mas fomos postos na retaguarda. Nao importa qual a razao,  o fato é que fomos deixados para trás, e estamos nos sentindo tristes. Não enxergamos por que razão teremos sido excluídos dessa participação na vida cristã. Parece-nos injusto que, se
nos foi permitido entrar no jardim, não nos seja apontada ali uma tarefa.
Aquiete-se, minha alma, as coisas não são como você supõe!
Você não está excluída de participação na vida cristã. Pensa que o jardim
do Senhor tem lugar só para os que estão em pé ou andando? Não! Ele
tem um lugar reservado aos que são levados a sentar-se.
Quando passar por essa experiência, lembre-se de que não está
posto de lado! Lembre-se de que é Cristo quem diz: o seu lugar no jardim
também foi consagrado a você. Ele tem um nome especial. Não é o lugar
do combate nem o lugar da vigília, mas o lugar da espera.
Há vidas que vêm a este mundo, não para fazer grandes obras ou
suportar grandes fardos, mas simplesmente para ser. São como as flores
do jardim do Getsêmani que não tiveram missão ativa: nunca fizeram
parte de uma grinalda; nunca ornaram uma mesa; nem foram notadas por
Pedro, Tiago ou João. Mas alegraram os olhos do Senhor Jesus. Por seu
simples perfume, por sua simples beleza, trouxeram-Lhe alegria;
simplesmente por sua presença fragrante ali no vale, animaram o coração
do Mestre. Você não tem que murmurar, se é uma dessas flores. Sorria! 

sábado, 12 de julho de 2014

Regozijai-vos sempre no Senhor, outra vez digo, regozijai-vos. (Fp 4.4.)


Alegre-se, minha alma, você tem um grande Salvador! Ele é
JEOVÁ EL SHADDAI, o Senhor todo-poderoso e todo-suficiente!
Que, pois, É Jeová El Shaddai, para mim?
É Ele o meu Deus, o Princípio e o Fim;
Profeta e meu Rei, Sacerdote sem par;
O meu Sacrifício, Cordeiro e Altar;
Juiz, Advogado, Testemunha fiel,
O meu Fundamento, e Amigo, e Emanuel;
Ele é o meu Resgate e o meu Redentor;
A minha Esperança e o meu Salvador;
Meu Guia e meu Mestre; Ele É minha Paz,
E Luz, e Caminho, e Expiação veraz!
Sim, mais é Jeová El Shaddai, muito além
— Meu Guarda e Pastor, Vingador meu, também;
É meu Conselheiro, meu Sol, Capitão,
É Rocha bem firme, e é meu Galardão;
Farol pela noite, e é Sombra de dia;
Tesouro, Verdade e Sabedoria;
É o meu Lugar Forte, Repouso e Abrigo,
Meu alto Refúgio de todo perigo;
Ele é minha Força, momento a momento,
E dia por dia Ele é o meu Sustento.
E mais é Jeová El Shaddai, Ele é tudo
— Ele é o meu Descanso, Ele é o meu Escudo;
Meu Pão e minha Água; Porta, Habitação;
Ele é a Estrela d'Alva e a Ressurreição;
É minha Videira, Rosa de Sarom,
Meu Lírio do Vale e Irmão terno e bom;
É o Homem na Glória, meu Intercessor;
O meu Bem-Amado, e Esposo, e Senhor!
Sim, tudo acho em Cristo Jesus, e sem fim,
Pois Deus O fez ser tudo em tudo pra mim!

quarta-feira, 2 de julho de 2014

Que não me atrevo a dar nem um só passo Sem Teu amparo, meu Jesus, Senhor!

Sua alma entrou em ferro. (Sl 105.16 — Trad. Inglesa.)
Invertamos a ordem, e teremos em linguagem nossa: "Ferro
entrou em sua alma". E não é isto uma verdade? Que o sofrimento e a
provação, o jugo suportado na mocidade, a repressão forçada da alma,
todas essas coisas conduzem a uma tenacidade férrea e a firmeza de
propósito? Sim, e também a fortaleza e a capacidade de suportar as
dificuldades — qualidades essas que são o indispensável alicerce e a
estrutura de um caráter nobre.
Não se retraia ao sofrimento; aceite-o, suporte-o silenciosa e
pacientemente; e esteja certo de que é a maneira de Deus infundir ferro
na sua vida espiritual. O mundo quer punhos de ferro, energias de ferro,
nervos de ferro e músculos de ferro. Deus quer santos de ferro. E como
não há outra maneira de introduzir ferro em nossa natureza senão através
do sofrimento, Ele nos deixa sofrer.
Será que os melhores anos da sua vida estão-se passando em
forçada monotonia? Você é assediado por oposições, mal-entendidos e
zombaria, que estorvam o progresso, como o pioneiro na mata virgem é
embaraçado pelos cipós à sua frente? Então tome alento. O tempo não é
perdido. Deus o está colocando no regime do ferro. A coroa de ferro do
sofrimento precede a coroa de ouro da glória. E o ferro está entrando em
sua alma para fazê-la forte e corajosa. — F. B. Meyer
Com Tua mão segura bem a minha, Pois eu tão frágil sou, ó
Salvador,  - H. M. Wright

quinta-feira, 19 de junho de 2014

Quando obedecemos a uma ordem de Deus, não precisamos temer os resultados

Dize aos filhos de Israel que marchem. (Êx 14.15.)
Procuremos imaginar aquela marcha triunfal! As crianças,
maravilhadas, contidas pelos pais em suas manifestações;as mulheres emocionadas por se acharem a salvo de uma sina pior que apropria morte; os homens, acompanhando-as, envergonhados e confundidos por terem deixado de confiar em Deus e murmurado contra Moisés; e enquanto imaginamos aquelas muralhas de água, erguidas pelo braço do Eterno estendido em resposta à fé de um só homem, consideremos o que Deus faz pelos Seus.
Quando obedecemos a uma ordem de Deus, não precisamos
temer os resultados. Não temamos as águas encapeladas que impedem a nossa marcha. Acima da voz das muitas águas, das poderosas ondas do mar, "O Senhor se assenta como Rei, perpetuamente".
A tempestade é apenas a orla do Seu manto, o sinal da Sua
chegada, o ambiente da Sua presença.
Confiemos nEle; sigamo-lO! e então descobriremos que os
próprios obstáculos que nos impediam de avançar serão instrumentos de Deus que nos levarão à liberdade. — 

sábado, 7 de junho de 2014

"Na pausa não há música, mas a pausa ajuda a fazer a musica."

Para um lugar deserto, à parte. (Mt 14.23.)
"Na pausa não há música, mas a pausa ajuda a fazer a musica."
Na melodia da nossa vida a música é interrompida aqui e ali por "pausas",e nós, sem refletir, pensamos que a melodia terminou. Deus nos envia um tempo de parada forçada, de enfermidade de planos fracassados, de
esforços frustrados, e faz uma pausa repentina no coral de nossa vida. E nós lamentamos que a nossa voz tinha de calar-se, e tenha de faltar a nossa parte na música que sobe constante aos ouvidos do Criador. Mas,
como é que o maestro lê a pausa? Ele continua a marcar o compasso com a mesma precisão e toma a nota seguinte com firmeza, como se não tivesse havido interrupção alguma.
Deus segue um plano ao escrever a música de nossas vidas. A nossa parte deve ser aprender a melodia, e não desmaiar nas pausas".
Elas não estão ali para serem passadas por alto ou serem omitidas, nem para atrapalhar a melodia ou alterar  tom. Se olharmos para cima, Deusmesmo marcará o compasso para nós. Com os olhos nEle, vamos ferir a
próxima nota com toda a clareza murmurarmos tristemente: "Na pausanão há música", não nos esqueçamos, contudo, de que "ela ajuda a fazer
a música". Comporá música da nossa vida é geralmente um processo lento e trabalhoso. Com paciência Deus trabalha para nos ensinar! E quanto tempo Ele espera até que aprendamos a lição!
Chamado à parte, pra ficar parado.Pausa,
Silêncio em minha atividade.
Quanta coisa parada, que entendia Encaminhar, fazer e realizar.
Chamado à parte?
— Para estar a sós
Com meu Senhor.
Chamado à parte.
A um lugar deserto.
Ninguém afim para me ouvir as queixas,
Para entender, para simpatizar.
E a dor, a incompreensão, dúvidas, sombras,...
Chamado à parte?
— Pra falar a sós
Com meu Senhor.
Chamado à parte.
A uma longa espera.
Parece às vezes que não passa o tempo.
Teria pressa! a noite se aproxima!
Tanta necessidade... e nada posso.
Chamado à parte?
— Para andar a sós
Com meu Senhor.
Chamado à parte, para estar com Ele,
Privar com Ele, andar no passo dEle.
Que importa se outras coisas não são feitas ?
Das muitas coisas, uma é necessária.
Chamado à parte?
— Para conhecê-lO
— O meu Senhor.

terça-feira, 13 de maio de 2014

O começo da ansiedade é o fim da fé, e o começo da fé é o fim da ansiedade

Vai, disse-lhe Jesus; teu filho vive. O homem creu na palavra de
Jesus, e partiu. (Jo 4.50.) Orando, crede. (Mc 11.24.)
Quando um assunto requer oração específica, devemos orar, até estarmos seguros de que o assunto está nas mãos de Deus; ate podermos, com sinceridade, dar-lhe graças pela resposta. Se a resposta aparentemente demorar, não devemos ficar orando como quem não crê que ela vem. Tal oração, em vez de servir de ajuda, será um obstáculo,pois, quando acabarmos de orar, veremos que a nossa fé se enfraqueceu ou até mesmo se foi. Se o Senhor está-nos fazendo esperar, pode não ser errado mencionarmos o assunto a Ele outra vez, mas façamo-lo como alguém que está crendo. Não oremos de tal modo a perder a fé, em vez de crescer na fé. Digamos ao Senhor que estamos esperando e crendo que Ele nos ouviu, e desde já, louvemo-lO pela resposta.
A própria fé é robustecida quando podemos dar graças pela
resposta que já cremos que vamos receber. A oração que nos faz sair da fé nega tanto a promessa de Deus na Sua Palavra, como aquele "Sim" que Ele segredou ao nosso coração. Essas orações expressam a inquietação do coração, e inquietação resulta de incredulidade quanto à
resposta. "Pois nós os que cremos entramos no repouso" (Hb 4.3).
É quando ficamos mais voltados para as dificuldades do que para as promessas de Deus, que muitas vezes nascem essas orações ansiosas. Vigiemos e oremos para não cairmos na tentação de orar assim.
Fé não é um sentido, nem vista, nem razão — é tomar a Deus na sua Palavra. — Evans
No meio de circunstâncias confortáveis a sua fé não vai crescer. Num momento a sós com Deus, Ele nos dá uma promessa e, com palavras grandiosas e cheias de graça, confirma uma aliança conosco. Põe-se,então, à distância para ver quanto nós cremos...
É nessa hora que a fé ganha a coroa. É o momento de olharmos para cima através da tempestade e, do meio dos navegantes atemorizados,exclamar: "Eu confio em Deus, que sucederá do modo por que me foi dito".
Eu sei em quem tenho crido.Ele criou céus e terra,
Me fez, e por mim se deu.Por isso, rujam as águas,
No que me falou, espero.Fiel é o que prometeu.

sexta-feira, 9 de maio de 2014

Eu te farei cavalgar sobre as alturas da terra. (Is 58.14.)


Dizem que uma das primeiras regras que um piloto aprende é pôr o  avião de encontro ao vento e voar contra ele. O vento o eleva a maiores alturas. Onde foi que aprenderam isto? Foi com as aves. Se um pássaro está voando por prazer, ele vai ao sabor do vento. Mas se enfrenta algum perigo, faz meia-volta e voa contra o vento, a fim de ir mais para cima; e sobe cada vez mais alto.
Os sofrimentos são os ventos de Deus, ventos contrários, às
vezes ventos fortes. São os furacões de Deus, mas tomam a nossa vida e a levam a alturas maiores e em direção aos céus de Deus. Todos nós já observamos no verão dias em que a atmosfera está tão opressiva que é até difícil respirar. Mas depois aparece uma nuvem no horizonte, ao ocidente, e ela cresce, e se derrama em rica benção sobre a terra. É o
relâmpago que corta os ares, é o trovão que ressoa, é a pesada chuva que cai. A atmosfera fica leve, e há uma vida nova no ar; tudo mudou.Exatamente esse mesmo princípio é o que opera na vida humana.
Quando a tempestade cai, a atmosfera do coração se transforma, é purificada e recebe vida nova; uma parte do céu é trazida à terra. —
Selecionado
Os obstáculos deveriam fazer-nos cantar. O vento canta, não quando está atravessando a amplidão dos mares, mas quando encontra o obstáculo dos braços das árvores ou quando é quebrado pelas finas cordas de uma harpa eólica. Então ele canta, com poder e beleza.
Libertemos nossa alma para cruzar os obstáculos da vida, as sombrias florestas da dor, ou até mesmo os pequenos embaraços e aborrecimentos que o próprio amor oferece, e ela também cantará. - Selecionado
Cânticos na noite
Só Deus pode dar.
E dá, que o provei
E o tenho provado.
Pois Ele é o meu cântico
E a minha alegria:
É o mesmo, se é noite,
É o mesmo, se é dia;

Não pode mudar!

segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014

Vosso Pai celestial sabe. (Mt 6.32.)

Um homem, visitando uma escola de surdos-mudos, escrevia no
quadro perguntas para as crianças responderem. Em dado momento
escreveu a seguinte: "Por que Deus me fez capaz de ouvir e falar e fez
vocês surdos-mudos?"
A terrível pergunta caiu sobre os pequenos como um tapa no
rosto. Ficaram ali paralisados ante o espantoso "Por quê?". De repente
uma menina levantou-se.
Seus lábios tremiam. Tinha os olhos cheios de lágrimas. Dirigiu-se
com firmeza para o quadro e, tomando o giz, escreveu com mão segura:
"Assim fizeste, ó Pai, porque assim foi do Teu agrado". 
Que resposta! Ela alcança uma verdade eterna sobre a qual o crente mais amadurecido
bem como o mais novo filho de Deus podem igualmente descansar — a
verdade de que Deus é seu Pai.
Será que nós também sabemos disto? Será que cremos realmente?
totalmente? Quando essa é a nossa experiência, então a nossa
fé não vagueia mais como a pomba a buscar onde pousar o pé, mas
descansa para sempre em seu eterno lugar de paz. "Vosso Pai!"
Eu creio que chegará o dia em que todos nós entenderemos os
porquês; o dia em que as tragédias que agora anuviam o nosso céu se
encaixarão em seus devidos lugares, como parte de um plano tão
esplêndido, tão extraordinário, tão pleno de gozo, que exultaremos de
admiração e prazer. — Arthur Christopher Bacon
Não foi o acaso que me trouxe os males,As muitas dores que atravesso agora.A mão de Deus o permitiu, que eu sei:Vejo no Livro a história incomparável Do servo Jó, em quem, como num palco,Deus me ensina lições dos Seus caminhos.
Caminhos muito acima destes meus!Por isso, vejo em tudo a mão de Deus.E se hoje não entendo muita coisa,Bem sei que tudo entenderei por fim.Posso confiar em Quem morreu por mim!

quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014

Bem-aventurado o que espera. (Dn 12.12.)

Esperar pode parecer uma coisa fácil, mas é uma das disposições de espírito que o soldado cristão só aprende a ter após anos de ensino.
Para o guerreiro de Deus a marcha, e a marcha acelerada são muito mais fáceis do que ficar parado.
Há horas de perplexidade, em que o espírito mais pronto, mais desejoso de servir ao Senhor, não sabe que direção tomar. O que fazer então? Agitar-se em desespero? Voltar atrás covardemente, tomar a direita em temor, avançar presunçosamente?
Não, simplesmente esperar. Esperar em oração, todavia. Clame ao Senhor e coloque o caso perante Ele; conte-Lhe a dificuldade e clame por Sua promessa de auxílio.
Esperar com fé. Expresse a sua firme confiança nEle. Creia que, embora Ele o conserve esperando até a meia noite, virá, contudo, no tempo certo; a visão virá, e não tardará.
Esperar em quieta paciência. Não murmure contra a fonte aparente da adversidade, como fizeram os filhos de Israel contra Moisés.
Aceite o caso como é, e ponha-o exatamente assim na mão do Deus do concerto — simplesmente, de todo o coração e sem a interferência da sua vontade — dizendo: "Agora, Senhor, não se faça a minha vontade,
mas a Tua. Eu não sei o que fazer; estou num ponto extremo; mas esperarei até que Tu abras as águas ou afastes os meus inimigos. 
Esperarei, ainda que me faças esperar muitos dias, pois meu coração está firmado só em Ti, ó Deus, e meu espírito espera por Ti, na plena convicção de que ainda serás o meu gozo e a minha salvação, o meu refúgio e a minha torre forte." — Morning by Morning

quarta-feira, 29 de janeiro de 2014

O Senhor coloca a ponte da fé bem debaixo dos pés do caminhante.

Andando por elas, não se embaraçarão os teus passos, (Pv 4.12.)
O Senhor coloca a ponte da fé bem debaixo dos pés do
caminhante. Se Ele a colocasse um metro adiante, não seria uma ponte
de fé. O que está à nossa vista não é alcançado pela fé.
Existem, em algumas estradas do interior dos Estados Unidos,
porteiras que se abrem por si. Ali está a porteira, firme e fechada diante
do viandante que se aproxima. Se ele parar a certa distância, ela não se
abrirá; mas se chegar com o carro até junto dela, as rodas do veículo
pressionarão as molas que se acham sob a terra, e a porteira se abrirá
totalmente para lhe dar passagem. Ele só precisa aproximar-se bem da
porteira, e ela se abrirá; do contrário continuará fechada.
Isto ilustra a maneira de transpormos as barreiras que se nos
deparam no caminho do serviço. Quer seja um rio, uma porteira ou uma
montanha, tudo o que o filho de Deus tem a fazer é avançar em sua
direção. Se for um rio, secará, quando pusermos o pé nas suas águas. Se
for uma porteira, ela se abrirá, quando chegarmos à distância própria e
continuarmos em frente. Se for montanha, ela se transportará e se
lançará ao mar, quando sem hesitação pisarmos no lugar onde
pensávamos que ela se erguia.
Será que, neste momento, existe alguma barreira na sua estrada
de serviço? Simplesmente caminhe em direção a ela em nome do
Senhor, e ela não estará mais ali. — H. C. Trumbull
Ficar lamentando a situação é perda de tempo. O Senhor nos diz
para avançarmos.
Avancemos, então, ousadamente — mesmo que seja pela noite,
quando mal vemos o caminho. Ele se abrirá, enquanto avançamos, como
uma trilha da floresta ou um desfiladeiro dos Alpes, de que não vemos
mais que alguns metros à nossa frente.
Prossigamos! Se se fizer necessário, encontraremos a coluna de
nuvem e de fogo para nos indicar o caminho através do deserto. Há guias
e estalagens ao longo da estrada. Encontraremos roupa, alimento e
amigos em cada fase da viagem. E como disse alguém de maneira tão
original e própria: "Não me importo se as coisas não vão muito bem, pois
estou indo para o lar celestial. O que pode acontecer é eu chegar lá

cansado, mas a alegria da acolhida valerá por tudo."

segunda-feira, 20 de janeiro de 2014

Mas não estou só, porque o Pai está comigo. (Jo 16.32.)


Não é preciso dizer que, agir segundo convicções, é sacrifício
custoso. Poderá significar renúncias e separações, que poderão nos
deixar com um estranho sentimento de privação e solidão. Mas aquele
que deseja voar como a águia, para as maiores alturas, acima das
nuvens, e viver ao sol de Deus, precisa contentar-se em viver uma vida
de certa forma solitária.
Nenhum pássaro é tão solitário como a águia. A águia não vive em
bandos. Quando muito se vêem duas de uma vez. Mas a vida vivida para
Deus, embora desprovida de companhias humanas, conhece a
comunhão com Deus.
Deus procura homens semelhantes à águia. Ninguém chega a
uma percepção das melhores coisas de Deus, sem que aprenda a andar
a sós com Ele. Encontramos Abraão sozinho nas alturas de Horebe, mas
Ló, habitando em Sodoma. Moisés, instruído em toda a ciência do Egito,
precisa ficar quarenta anos no deserto a sós com Deus. Deus sabe mudar as
circunstâncias a fim de nos dar uma experiência a sós. Um dia nós nos
pomos nas mãos de Deus, submissos; e eis que Ele nos conduz através
de alguma coisa. Porém, quando isso passa, embora continuemos a amar
do mesmo modo os que nos cercam, não dependemos mais deles.
Percebemos que Ele fez alguma coisa em nós e que as asas da nossa
alma aprenderam a sobrevoar alturas maiores.
Precisamos atrever-nos a ficar sós. Jacó precisou ser deixado só,
para que o Anjo de Deus segredasse ao seu ouvido o místico nome de
Silo; Daniel precisou ser deixado a sós, para que tivesse visões celestiais;
João precisou ser exilado em Patmos, para que pudesse receber e reter
firmemente "as impressões do céu".
Ele atravessou o vale da dor sozinho. Estamos preparados para

um "glorioso isolamento", a fim de sermos leais a Ele?

quinta-feira, 19 de dezembro de 2013

Onde está Deus que me fez, que inspira canções de louvor durante a noite? (Jó 35.10.)

Onde está Deus que me fez, que inspira canções de louvor
durante a noite? (Jó 35.10.)
Você tem noites de insônia, revirando-se sobre o travesseiro e
ansioso pelos primeiros raios da manhã? Peça ao Espírito Santo que lhe
dê, então, a capacidade de fixar os pensamentos em Deus, seu Criador, e
creia que Ele poderá preencher as horas vazias, com cânticos em sua
alma.
A sua noite É uma noite de luto? É, muitas vezes, em tais
ocasiões que Deus Se achega ao que chora e assegura-lhe que Ele
chamou o ente querido que partiu, para participar da gloriosa multidão. E
esse pensamento já traz o começo de um cântico.
É a sua noite uma noite de desânimo e fracasso, real ou
imaginário? Ninguém o entende; seus amigos o desprezam; mas o seu
Criador Se aproxima e lhe dá um cântico — um cântico de esperança, o
cântico que você está precisando ouvir. Assim pois, esteja pronto para
cantar, quando Ele lhe der o cântico.
Somente na tempestade podemos provar se a embarcação é
forte; e o poder do evangelho numa vida só pode ser plenamente
demonstrado, quando o crente é submetido a uma grande aflição. Para
Deus demonstrar o fato de que Ele ''inspira canções de louvor durante a
noite", Ele precisa primeiro fazer a noite. — William Taylor

sexta-feira, 13 de dezembro de 2013

Mais do que vencedores, por meio daquele que nos amou. (Rm 8.37.

Em todas estas cousas, porém, somos mais do que vencedores,
por meio daquele que nos amou. (Rm 8.37.)
Temos mais do que vitória. Nosso triunfo é completo. Não
somente escapamos da derrota, mas também destruímos os nossos
inimigos e ganhamos um despojo tão valioso que podemos agradecer a
Deus pela batalha.
Como nos tornamos "mais do que vencedores? Adquirindo
durante o conflito uma disciplina que fortalecerá muito a nossa fé e
consolidará o nosso caráter espiritual. A tentação é necessária para nos
firmar e confirmar na vida espiritual. É como o fogo para as cores de uma
pintura em porcelana, ou como os ventos, que ao baterem de encontro
aos cedros, mais os levam a fixar-se no solo.
Nossos conflitos espirituais devem ser contados entre as mais
preciosas bênçãos, e o grande adversário é usado para nos treinar para a
sua própria derrota.  Assim como o marinheiro
sábio usa o vendaval para avançar, manobrando e aproveitando o seu
impulso, assim também nos é possível na vida espiritual, pela graça de
Deus, tirar proveito de fatos e circunstâncias que parecem ser os mais
desagradáveis e adversos. Assim podemos dizer continuamente: "As
cousas que me aconteceram têm antes contribuído para o progresso do
evangelho." — Life More Abundantly
"Os navegantes antigos imaginavam que os pequenos insetos
construtores dos recifes de coral haviam instintivamente construído os
grandes círculos das Ilhas Atol para se protegerem em seu interior." Um
renomado cientista refutou essa crença, mostrando que o inseto só pode
viver e prosperar, enfrentando o oceano aberto — nas bem arejadas
espumas de suas ondas poderosas.
Assim, tem-se pensado comumente que comodidade e segurança
são as condições mais favoráveis de vida; no entanto, todos os homens
nobres e fortes provam, ao contrário, que a resistência nas adversidades
é que molda os homens de caráter, e distingue uma mera existência de
uma vida vigorosa. As dificuldades formam caracteres. — Selecionado
"Mas graças a Deus que sempre nos conduz em triunfo no
Ungido, e manifesta por meio de nós a fragrância do conhecimento dele,
em todo lugar." (2 Co 2.14 — tradução literal.)

quarta-feira, 11 de dezembro de 2013

Vá para cima. Vá para mais perto de Deus!

E havia maior largura ... para cima, ... o templo tinha mais largura
para cima. (Ez 41.7.) O orvalho dos montes é
refrescante, e é puro o ar das montanhas. Como é rica a visão dos que
moram no alto, com as janelas dando para a Nova Jerusalém! Muitos
santos contentam-se em viver como os mineiros nas minas de carvão,
sem nunca ver o sol. Seu rosto está manchado de lágrimas, quando
poderia estar ungido com óleo celeste.
Estou convencido de que muitos crentes definham em masmorras,
quando podiam andar pelos terraços do palácio e avistar a boa terra e o
Líbano! Crente, levante-se da condição em que está. Lance de si a
inércia, a letargia, a frieza — o que quer que esteja interferindo em seu
amor por Cristo. Seja Ele a fonte, o centro e a circunferência de todo o
seu prazer. Não se contente mais com as suas exíguas conquistas. Aspire
por uma vida mais plena, aspire por uma vida mais alta, aspire por uma
vida mais nobre. Vá para cima. Vá para mais perto de Deus! — Spurgeon
Cristo estava ali.
A fonte de Vida.
Ele estava ali.
Ao alcance de todos,
Para quem o quisesse.
Cristo estava ali.
Maria sentou-se a seus pés, a escutá-lO;
E João reclinou-se em Seu peito sagrado.
Zaqueu recebeu-O contente, em seu lar.
"Eis que estou convosco."
Ele está conosco;
Ele, sempre o mesmo,
Sempre desejoso De nos receber.
Cristo está conosco,
Presente.
Onde estás?
Não são muitos de nós que estão alcançando uma vida mais
elevada. Muitos se demoram nos caminhos planos, porque têm medo de
escalar as montanhas. As ladeiras ásperas os desanimam; então ficam no
vale sombrio, e não vêm a conhecer o mistério dos montes. Não sabem o
que perdem em sua autocomplacência, a glória que os espera — se
apenas tiverem coragem para fazer a escalada; a bênção que
encontrariam, se apenas se erguessem até os caminhos de Deus. — J.
R. M.
Por que não andarmos mais perto de Cristo? Por que passar fome
ante mesa tão farta? Por que estar no baixo, se os cumes são nossos?
Cheguemo-nos pois!

quarta-feira, 4 de dezembro de 2013

Não beberei, porventura, o cálice que o Pai me deu? (Jo 18.11.)

Isto era uma coisa mais difícil de se dizer ou fazer do que acalmar
as ondas do mar ou ressuscitar mortos. Os profetas e apóstolos puderam
operar milagres extraordinários, mas nem sempre podiam fazer a vontade
de Deus e sujeitar-se a ela.
Fazer a vontade de Deus e sujeitar-se a ela ainda é a mais
elevada forma de fé, a mais sublime conquista cristã. Ver destruídas para
sempre, as brilhantes aspirações de uma vida jovem; suportar um fardo
diário sempre contrário ao temperamento, sem probabilidade de alívio;
ser oprimido pela pobreza, quando se deseja apenas o bastante para o
bem-estar e conforto dos entes queridos; ser agrilhoado por uma
incapacidade física incurável; sofrer a perda de todos os entes queridos,
até ficar só para enfrentar os choques da vida; e, numa tal escola de
disciplina, ser capaz de dizer: "Não beberei, porventura, o cálice que o
Pai me deu?" — isto é fé e estatura espiritual, em seu mais elevado
ponto.  E só há verdadeiro sentimento de compaixão para
com alguém que sofre, em um coração que também foi ferido.
Não podemos fazer bem aos outros sem que isto nos custe
alguma coisa, e nossas aflições são o preço que pagamos pela
capacidade de termos compaixão.As circunstâncias atuais que nos oprimem (se estivermos entregues
a Cristo) são o instrumento mais adequado na mão do Pai para
cinzelar-nos, preparando-nos para a eternidade. Confiemos nEle, pois.
Não empurremos o instrumento, senão nos privaremos de sua obra.
Pela escola do sofrimento graduam-se poucos doutores.

segunda-feira, 2 de dezembro de 2013

O céu não está longe dos que ficam no monte com o seu Senhor.

Tomou consigo a Pedro, a João e a Tiago, e subiu ao monte a
orar. E estando ele orando, transfigurou-se a aparência do seu rosto, e o
seu vestido ficou branco e mui resplandecente... viram a sua glória. (Lc
9.28, 32.)
Se tenho achado graça aos teus olhos, rogo-te que agora me
faças saber o teu caminho. (Êx 33.13.)
Quando Jesus levou os três discípulos à parte, àquele monte,
atraiu-os a uma íntima comunhão com Ele. A ninguém viram, senão
somente a Jesus; e era bom estar ali. O céu não está longe dos que ficam
no monte com o seu Senhor.

Quem, em momentos de meditação e oração, já não teve
vislumbres do céu aberto? Quem, no lugar secreto de bendita comunhão,
já não sentiu alguma onda de santa emoção — antegosto do gozo dos
bem-aventurados?
O Mestre tinha ocasiões e lugares para uma conversa quieta com
Seus discípulos; uma vez no cume do Hermom; mais freqüentemente,
porém, nas encostas do monte das Oliveiras. Cada crente deve ter o seu
monte das Oliveiras. A maioria de nós, principalmente os das cidades
grandes, vive sob grande pressão. Desde cedinho até à hora de deitar
estamos expostos ao redemoinho. No meio desse burburinho todo, quão
pouca oportunidade temos para uma quieta reflexão, para a Palavra de
Deus, para oração e comunhão de coração para coração com Ele!
Daniel precisou do monte das Oliveiras em seu quarto, no meio
dos rugidos e da idolatria da Babilônia. Pedro o encontrou no terraço em
Jope; e Martinho Lutero o encontrou no "Cenáculo" de Wittemberg,
conservado ainda hoje como coisa sagrada.
O servo de Deus Dr. Joseph Parker disse certa vez: "Se não
voltarmos às visões, aos vislumbres do Céu, à consciência da glória mais
elevada e da vida mais plena, perderemos nossa espiritualidade; nosso
altar se tornará uma simples pedra, se não tiver a bênção de visitas do
Céu." Eis a necessidade do mundo de hoje: homens que vejam a face do
seu Senhor. — The Lost Art
Chegue perto dEle! Ele poderá levá-lo hoje ao cume do monte,
pois se levou ali a Pedro, o impetuoso, e a Tiago e João, os filhos do
trovão, que vez após outra compreenderam mal o Mestre e Sua obra, não
há razão por que não possa levá-lo ali. Por isso, não se ponha a um lado,
dizendo: "Aquelas visões e revelações extraordinárias do Senhor são
para espíritos seletos!" Não. Elas podem ser para você. — John Mc Neill

sexta-feira, 29 de novembro de 2013

Tensão quieta não é confiança.

No sossego e na confiança estará a vossa força. (Is 30.15.)
Para conhecermos realmente a Deus é absolutamente necessário
haver silêncio em nosso interior. Lembro-me de quando, pela primeira
vez, percebi isto. Havia surgido uma situação de grande emergência em
minha vida. Cada parte do meu ser parecia tremer de ansiedade, e a
necessidade de uma ação imediata e decisiva parecia impelir-me com
força; no entanto, as circunstâncias eram tais que eu não podia fazer
nada, e a pessoa que podia, não fazia um movimento sequer.
Por um pequeno espaço de tempo, foi como se eu fosse ficar em
pedaços, por causa do tumulto interior em que me achava; de repente
uma voz mansa e delicada segredou no profundo do meu ser: "Aquietai-vos,
e sabei que eu sou Deus". A palavra veio com poder, e eu atendi.
Sujeitei meu corpo a uma grande quietude, obriguei meu conturbado
espírito a acalmar-se, olhei para cima e esperei; então "conheci" que era
Deus, Deus mesmo, que vinha, naquela emergência e dificuldade, para
resolver meu problema; descansei nEle.
Foi uma experiência que eu não quereria ter perdido por preço
algum; e devo acrescentar também que desta quietude pareceu surgir um
novo poder para enfrentar a dificuldade, que em pouco tempo a trouxe a
bom termo. Aprendi então, efetivamente, que em estar quieta estava a
minha força. — Hannah Whitall Smith
Existe uma certa passividade que não é indolência, é uma
quietude viva, nascida da confiança. Tensão quieta não é confiança. É
simplesmente ansiedade reprimida.

terça-feira, 19 de novembro de 2013

O justo viverá por fé. (Rm 1.17.)

Muitas vezes a fé é substituída pelo que está diante dos olhos e
pelos sentimentos. As emoções felizes e as experiências profundas que
satisfazem o coração fazem parte da vida cristã, mas isso não é tudo. Ao
longo do caminho estão aflições, conflitos, combates e provas, e não
devem ser contados como infelicidade, mas como parte de nossa
necessária disciplina.
Se estamos andando obedientemente diante do Senhor, devemos
considerar, em todas estas experiências, o fato de que Ele habita em
nossos corações, mesmo que não o estejamos sentindo. É aqui que
muitos ficam perturbados; procuram andar pelas emoções, em vez de
pela fé.
Creiamos mais na Palavra e no poder de Deus do que em nossas
emoções e experiências. A nossa Rocha é Cristo, e não é a Rocha que
oscila nas marés, mas o mar. — Samuel Rutherford
Tenhamos os olhos fixos na grandiosidade infinita da justiça e da
obra consumada de Cristo. Olhemos para Jesus e creiamos, olhemos
para Jesus e vivamos! Olhando para Ele, icemos as velas de nossa
embarcação e singremos com ousadia os mares da vida. Não fiquemos
parados no porto da desconfiança ou adormecidos na sombra, em
repouso inativo, nem à mercê da instabilidade do nosso humor e das
nossas emoções, como o barco no porto, largado ao sabor das ondas.
A vida religiosa não consiste em pairar sobre emoções.
Avancemos com as velas içadas e os olhos postos nAquele que governa
a fúria das águas. A segurança do pássaro está em suas asas. Se o seu
abrigo é próximo ao chão, se ele voa baixo, expõe-se à armadilha ou à
rede do caçador. Se ficarmos revolvendo-nos nas regiões baixas dos
sentimentos e emoções, ver-nos-emos em mil malhas de dúvida e
desânimo, de tentação e incredulidade. Esperemos em Deus. —J. R.
Macduff

sexta-feira, 15 de novembro de 2013

Na sombra da sua mão me escondeu; fez-me como uma flecha polida, e me guardou na sua aljava. (Is 49.2.)

"Na sombra." Todos nós precisamos estar ali de vez em quando. A
claridade do dia brilha demais; nossos olhos ficam irritados e incapazes de discernir as delicadas nuanças de cor ou aprecias os tons neutros: o ensombreado do quarto de enfermidade; a ensombreada casa de pranto; o ensombreado viver de onde fugiu o sol.
Mas não temamos! É a sombra da mão de Deus. Ele está guiando a nossa vida. Há lições que só podem ser aprendidas ali. 
A fotografia do Seu rosto só pode fixar-se na câmara escura. 
Não pensemos que Ele nos deixou de lado. Ainda estamos na Sua aljava. Ele não nos lançou fora como algo sem valor. Está apenas guardando-nos bem perto, até chegar
o momento de enviar-nos a executar algum trabalho em que o Seu nome
será glorificado.
Você, leitor, que está na sombra e solitário, considere como a aljava está atada ao guerreiro, ao alcance fácil de sua mão e guardada com todo o cuidado. — (Christ in Isaiah, de Meyer)
Há ocasiões em que a sombra fornece muito mais condições de crescimento. O milho cresce mais rapidamente na sombra das noites de verão. O Sol do meio-dia enrola-lhe as folhas; mas depressa elas se desenrolam se uma nuvem cobre o céu. A sombra faz um trabalho que a claridade não faz. A beleza das estrelas só é vista quando a noite chega. Há plantas que só florescem na sombra; e há muitos campos verdes em
terras de neblina, de nuvens e de sombra.
ALELUIA!

quinta-feira, 14 de novembro de 2013

Benignidade é fruto do Espírito Efesios.18

Revesti-vos, pois, como eleitos de Deus... de benignidade. (Cl 3.12.)
Conta-se a história de um homem que levava sempre consigo
uma latinha de óleo, e, se passava por uma porta que rangia, punha um
pouco do óleo nos seus gonzos. Se um portão estava difícil de abrir,
punha óleo em seus ferrolhos. Assim passava ele pela vida, lubrificando
todos os pontos difíceis e suavizando-os para os que vinham atrás dele.
O povo chamava-o de excêntrico, esquisito e amalucado, mas o
velho prosseguia firmemente, reabastecendo a lata de óleo quando se
esvaziava e lubrificando as coisas emperradas que encontrava.
Há muitas vidas que rangem e ficam perras no viver de cada dia.
Nada vai bem com elas. Precisam de um pouco do óleo da alegria, da
delicadeza, da consideração. Você tem uma lata de óleo consigo? Esteja
pronto com o seu óleo do auxílio, logo de manhã, para utilizá-lo com a
pessoa que estiver mais perto. Aquele pouco de óleo poderá ser útil para
lubrificar todo o seu dia. O óleo do bom ânimo, para o que está
desanimado — quanto poderá significar! A palavra de coragem ao que
está sem esperança. Fale-a.
Nossas vidas tocam algumas vidas apenas uma vez, nesta
caminhada; e depois os caminhos se separam para nunca mais se
encontrarem. O óleo da benignidade, ou seja, da suavidade, da brandura,
já abrandou as bordas agudas e cortantes de muitas vidas endurecidas
pelo pecado, deixando-as suaves, maleáveis, prontas para a graça
redentora do Salvador.
Uma palavra dita de modo agradável é como uma grande réstea
de sol num coração triste. "DÉ aos outros o sol; conte o resto a Jesus."
Sede afeiçoados ternamente uns aos outros. (Rm 12.10.)